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Adiamento pela PF de reconstituição de crime é criticada

Representante da CPI da Tortura, o deputado Magno Malta (PL-ES) criticou nesta quinta-feira a Polícia Federal por ter adiado para a semana que vem a reconstituição do espancamento do cozinheiro Antônio Gonçalves de Abreu baseada na versão dos agentes que estavam de plantão no dia em que ele morreu.Os companheiros de cela de Abreu ? Samuel Cerqueira e Márcio Gomes, presos junto com ele sob acusação de terem matado o policial federal Gustavo Moreira ? vão tentar fazer nesta sexta-feira o reconhecimento dos agressores, já apontados em fotos. Pelo menos 50 agentes foram convocados para participar do reconhecimento.Nesta quinta, foram ouvidos por peritos do Instituto Nacional de Criminalística os agentes que estavam de plantão na PF no dia da morte do cozinheiro. Os policiais dizem que o cozinheiro foi morto por outros presos. Cerqueira e Gomes garantem que ele foi torturado por agentes da PF.Abreu foi detido em 7 de setembro, e, no dia seguinte, foi levado para um hospital em coma, com traumatismo craniano e lesões por todo o corpo. ?A mim me causa muita estranheza. Está marcado para a próxima quinta-feira, dia 12, e no dia 15 começa o recesso parlamentar. Isso deixa um ponto de interrogação para as pessoas pensarem o que elas quiserem?, disse Magno Malta, que discutiu com o assessor de imprensa da PF, Sílvio Pinho.O parlamentar exibiu um ofício assinado pelo delegado Paulo Iung, responsável pelo inquérito, segundo o qual a reconstituição estava marcada para esta quinta. ?Os peritos da PF procederam dessa forma por entender que a produção dessa prova, por mais exatidão, deveria ser feita dessa forma?, disse Pinho.A PF não divulgou o que disseram os policiais em seus depoimentos. A CPI já chegou aos nomes de oito agentes que estariam envolvidos na morte de Abreu. ?Não posso dar nomes, mas certamente estará no relatório final?, disse Malta.

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