Aditamento do Rodoanel pode chegar a 85%

O secretário de Estado dos Transportes, Michael Zeitlin, admitiu hoje, durante reunião na Assembléia Legislativa, que o aditamento do custo do trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas, de 32,8 quilômetros, pode chegar a 85,2%, e não 70%, como previsto inicialmente. O secretário não incluiu em suas contas os R$ 52 milhões que o governo terá que pagar à AutoBan pelos dois trevos construídos nas rodovias Anhangüera e Bandeirantes. Desta forma, o empreendimento, que estava orçado em R$ 339 milhões, sairá por pelo menos R$ 627,8 milhões. Zeitlin está tentando explicar aos deputados estaduais os custos aditivos e adicionais, referentes às desapropriações de terrenos e outros serviços. O secretário tentou justificar os aditivos superiores aos 25%, permitidos pela Lei de Licitações, dizendo que esta foi a opção mais viável para finalizar as obras. Segundo ele, as duas outras opções seriam paralisar as obras e abrir nova licitação, ou fazer um aditamento de 25% e conduzir as obras até o final da verba. "Esta seria uma solução paliativa, porque as obras não seriam concluídas. A nossa solução foi a mais barata", disse. Segundo ele, os custos aditivos foram gerados por causa de serviços extras surgidos com a necessidade de remoção de lixões clandestinos, assentamentos urbanos, mudanças de traçados de alguns trechos e também por causa de terrenos brejosos. Zeitlin disse, no entanto, que o projeto básico não foi mal feito, apesar de todos esses fatores não estarem previstos no orçamento inicial.Um parecer emitido pela Dersa, no entanto, afirma que "o projeto básico feito no reduzido tempo de quatro meses foi suficiente para dotá-lo de informações com a precisão desejável". O projeto foi feito em quatro meses, entre junho e setembro de 97, pelas empresas Vence Engenharia Empreendimentos F/C Ltda. e Vetec Engenharia S.C. Ltda. "Foi feito tudo a toque de caixa", disse o deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP).

Agencia Estado,

29 de agosto de 2001 | 15h19

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