Administradores de cemitérios são intimados no caso das ossadas

A polícia intimou nesta quarta todos os administradores de cemitérios de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para saber como é feito o processo de exumação dos corpos, a fim de descobrir de onde cem ossadas humanas foram retiradas irregularmente e despejadas no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho. "Quero saber se eles (administradores) estão obedecendo a legislação", declarou o delegado Marcos Aurélio, da 59ª Delegacia Policial (Caxias). Ele informou ainda que equipes policiais estão percorrendo vários cemitérios do Estado. O diretor do Instituto Médico-Legal (IML), Roger Ancillotti, se reuniu hoje com dois ortopedistas para analisar as próteses encontradas junto aos restos mortais despejados no lixão, onde foram achados duas próteses femurais e outra de quadril, além de um marcapasso cardíaco. "Já sabemos o nome dos três representantes das próteses no Estado do Rio, através da numeração. Seus responsáveis serão intimados pela polícia para ajudar nas investigações. A partir daí, deve-se descobrir a identidade do paciente, o que torna fácil saber onde ele foi enterrado", explicou Ancilotti. Sobre o encontro, o diretor do IML explicou que especialistas podem identificar a origem da prótese, através da marca e da numeração gravada no metal.

Agencia Estado,

22 Fevereiro 2006 | 20h39

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