Polícia Civil de Goiás
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Adolescente é apreendido em Goiás por planejar ataque a escola, diz polícia

Garoto disse que não agiu porque não teve acesso a arma de fogo de repetição. Em Sorocaba, polícia chegou a autor de ameaças contra unidade do Sesi

Marco Antônio Carvalho e José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2019 | 23h52

SÃO PAULO - A Polícia Civil de Goiás apreendeu nesta segunda-feira, 18, um adolescente de 17 anos que supostamente estaria planejando um ataque a uma escola em Pontalina, interior do Estado. Segundo o órgão, o garoto teria confessado o plano e dito que não tinha executado o massacre, pois não teve acesso a uma arma de fogo de repetição. Na sua casa, foi apreendida uma arma de fogo e munições que pertenciam ao pai do suspeito, que também foi autuado. 

Em nota, a polícia disse ter descoberto que o adolescente planejava um ataque a uma escola. Um mandado de busca e apreensão foi expedido pela Vara da Infância e Juventude de Pontalina. Na casa do estudante, foram apreendidos uma capa, máscaras, desenhos, coturno e um arco e flecha. "O adolescente tinha planos de executar um massacre na escola onde estudava", declarou o órgão.

Segundo os investigadores, o recente ataque na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, que deixou dez mortos, e o massacre em uma mesquita na Nova Zelândia, que terminou com 50 mortos, foram lembrados pelo suspeito.  O adolescente reponderá a Auto de Investigação de Ato Infracional por apologia a crime e atos preparatórios de terrorismo. Após audiência de apresentação no fórum de Pontalina, ele foi recolhido em uma unidade não divulgada.

Adolescente de 14 anos criou perfil falso com ameaças à escola do Sesi

Um adolescente de 14 anos foi identificado nesta segunda como o responsável pelas ameaças de um ataque a alunos da escola do Sesi, em Sorocaba, interior de São Paulo. A ameaça assustou alunos e pais, levando a direção da escola a suspender as aulas. O garoto foi ouvido na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), acompanhado pela mãe. Ele disse ter criado o perfil falso e postado as mensagens como uma forma de protesto, por considerar uma “hipocrisia” as atenções da mídia para o massacre na escola de Suzano.

O garoto afirmou que as atenções da sociedade deveriam estar voltadas para “coisas mais graves e importantes” que estão acontecendo no País. A polícia chegou ao menor depois de rastrear o IP (protocolo de internet) do computador usado para as postagens. Os investigadores da DIG fizeram buscas na casa e não encontraram nenhuma arma. O garoto é estudante do Sesi. Nas postagens, a personagem que ele assumiu dizia que faria um “massacre” na escola, no bairro Mangal, em Sorocaba, tendo como alvo principal as “criancinhas”.

O menor foi ouvido e liberado, mas as investigações vão prosseguir. O inquérito será encaminhado para a Vara da Infância e da Juventude de Sorocaba. O Sesi informou em comunicado que as aulas serão retomadas nesta terça-feira, 19. Segundo a instituição, o aluno envolvido foi afastado por tempo indeterminado e que os assuntos referentes à vida escolar dos estudantes são tratados diretamente com as famílias.

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