Reprodução Google Street View
Reprodução Google Street View

Adolescente é assassinada a tiros em escola de Goiás

Garota foi atingida por disparos na manhã desta 2ª feira e morreu na hora

Marilia Noleto, especial para O Estado

06 Novembro 2017 | 11h09
Atualizado 07 Novembro 2017 | 00h07

GOIÂNIA - Pouco depois das 8 horas de ontem, Misael Pereira, de 19 anos, pulou o muro do Colégio Estadual 13 de Maio, em Alexânia, a 88 km de Brasília, e foi até a sala do 9.º ano do ensino fundamental, onde atirou 11 vezes contra Raphaella Noviski, de 16. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito tinha uma paixão não correspondida pela vítima.

Misael foi mascarado ao local, armado com um revólver calibre ponto 32 e uma faca, e já tendo como alvo Raphaella, segundo a Polícia Militar de Alexânia. Ele chegou a entrar em uma sala anterior, onde não a encontrou. Assim que a viu, começou a atirar no rosto da garota, que em vão tentou proteger-se com as mãos. Ela morreu no local.

O suspeito foi detido pela polícia nas proximidades da escola, momentos após a ação, na companhia do comerciante Davi José de Souza, de 49 anos, cuja participação no crime é investigada. Souza alegou que nada sabia das intenções do atirador e, ao vê-lo mascarado, pensou que se tratasse de um assalto.

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Pereira é um ex-aluno da unidade de ensino e não tinha passagens pela polícia. Inicialmente ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, mas a acusação foi posteriormente alterada para feminicídio. 

Segundo a delegada Rafaela Azzi, há pelo menos um ano o rapaz planejava matar a garota. O ressentimento é fruto de sucessivas rejeições. “Em seu depoimento à polícia, ficou evidente o ódio e ressentimento. Ele relatou as tentativas de se aproximar da garota, seja pessoalmente, seja por redes sociais. Todas fracassaram. A adolescente chegou a se queixar do assédio de Misael para algumas pessoas. Por isso, resolveu comprar uma arma para se vingar.” Ainda segundo a delegada, ele planejava posteriormente matar-se, usando veneno de rato.

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É o segundo crime envolvendo adolescentes em escolas de Goiás em 15 dias. No dia 20 de outubro, dois morreram e quatro ficaram feridos a tiros no Colégio Goyases, em Goiânia.

 

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