Adolescente que filmou execução em GO tentou matar dois, diz polícia

Jovem foi apreendido quando fazia manobras com uma motocicleta; em seu celular, estavam gravadas imagens da execução

Marília Assunção , Especial para O Estado

26 de novembro de 2014 | 19h01

GOIÂNIA - O adolescente de 16 anos que foi apreendido portando um celular com a gravação do assassinato do lavador de carros, Marcos Vinícius Monteiro Caixeta, de 18 anos, tentou matar dois homens no ano passado, a facadas. Um deles foi esfaqueado em Conceição do Araguaia (PA) em julho, e o outro foi atingido quando estava na Avenida 85, em Goiânia, uma via movimentada da cidade, no mês de setembro de 2013.

Nesta quinta-feira, 27, o adolescente deve ser levado para uma audiência no Juizado da Infância e Juventude, já que não foi apreendido em flagrante pela morte de Caixeta. O delegado titular da Delegacia de Apuração de Atos Infracionais de Goiânia (Depai), Klayton Manoel Dias, disse que a tendência da Justiça é pela internação provisória do adolescente. "No momento ele está apreendido de forma cautelar, até mesmo para sua própria segurança", explicou Dias.

O delegado informou que o menor confessou nesta quarta-feira, 26, com detalhes, os dois atos infracionais de tentativa de homicídio do ano passado. As vítimas foram alvejadas várias vezes pelo adolescente, mas ainda não se sabe se morreram.

No final da tarde, as equipes da Depai identificaram quem são os outros dois rapazes que supostamente estariam com o menor nas imagens do assassinato de Caixeta. Um deles, de 20 anos de idade, seria o motorista que assumiu a direção do carro da própria vítima. O outro também seria um menor de 16 anos.

Chocados, familiares do lavador de carros, que tinha passagens por roubo, reconheceram o corpo dele no Instituto Médico-Legal de Anápolis na terça-feira. O corpo foi liberado para o sepultamento em seguida. Caixeta tinha desaparecido no sábado, quando foi morto a tiros pelos rapazes em uma estrada vicinal da Região Metropolitana de Goiânia. O corpo foi encaminhado como indigente para o IML de Anápolis.

Caixeta tinha envolvimento com drogas e no vídeo aparece sendo coagido pelos rapazes a confessar que delatou criminosos à polícia. As imagens mostram que ele foi alvejado a tiros várias vezes e depois teve o corpo chutado pelos jovens. A divulgação das imagens pelas redes sociais causou indignação.

A elucidação do crime foi possível após o adolescente ser abordado por policiais militares que o flagraram fazendo manobras arriscadas com uma motocicleta. Ele portava cocaína e crack. Quando conferiram o celular do menor, os PMs se depararam com duas gravações mostrando todo o contexto da morte, desde o momento em que a vítima ainda está viva, sendo levada para o local da execução.


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