Adolescente sequestrada pelo primo é libertada

Menina ficou em cativeiro durante oito dias; primo fugiu após a libertação

Aline Reskalla, correspondente de O Estado de S. Paulo,

08 Abril 2012 | 15h23

Mantida em cativeiro há oito dias pelo primo Lindair Marques, de 32 anos, a adolescente Sarita Marques Batista, de 14 anos, foi libertada por volta das 20h30 de ontem em uma estrada a cerca de cinco quilômetros de São Roque de Minas, Centro-Oeste de Minas Gerais. Por telefone, o sequestrador havia prometido a uma rádio da cidade que iria soltar a prima ainda na noite de sábado. Ao contrário das outras vezes em que fez contato, ele cumpriu a promessa e em seguida fugiu.

 

O investigador Rodrigo Moura, que participou da operação de resgate da adolescente, disse ao Estado que Sarita relatou aos policiais, em uma rápida conversa durante o percurso da estrada até a delegacia, que não foi agredida pelo primo e não passou fome durante os oito dias do sequestro. Segundo Moura, a adolescente descansa na casa dos pais - ela é filha do ex-prefeito do município, Antônio Sobrinho.

 

 “Nós tínhamos um negociador na rádio no momento em que ele fez contato e acertou o local onde deixaria a Sarita. Fomos até lá e a encontramos”, conta o policial. Moura disse que Já neste domingo os policiais se reúnem para traçar a estratégia de busca do seqüestrador, que tem várias passagens pela polícia por roubo e está em liberdade condicional. De acordo com Rodrigo Moura, Lindair aparentava estar arrependido de seu ato e cansado.

 

Os moradores da cidade, que dedicaram as celebrações da Páscoa a Sarita, festejaram na praça local a libertação da garota. Cerca de 300 pessoas se aglomeravam no local no momento em que ela chegou à delegacia. Na tarde deste sábado, familiares da vítima fizeram um apelo na mesma rádio para onde Lindair ligou, com mensagens gravadas pedindo que ele libertasse a adolescente. Poucos minutos depois que as mensagens foram ao ar, Lindair ligou novamente e pediu, ao vivo, desculpas aos parentes de Sarita. Ele chegou a chorar no momento em que prometeu soltá-la.

 

O criminoso, que aparenta ter problemas psicológicos, seqüestrou a filha do ex-prefeito após pedir uma refeição à família dela, na noite de sexta-feira. Depois de comer, ele fugiu com a garota e chegou a pedir R$ 20 mil em troca de sua liberdade. Recuou, fez vários contatos nos primeiros dias após o sequestro, mas depois ficou quatro dias sem telefonar. Chegou a pedir o afastamento das polícias militar e civil do caso ameaçando matar a estudante caso sua exigência fosse desrespeitada.

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