Adolescente torturada não estava sob proteção da Polícia

A adolescente que foi libertada do cativeiro tinha deixado voluntariamente o Programa de Proteção a Testemunha do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela foi capturada por um bando na quarta-feira de cinzas e ficou em cativeiro até o início da madrugada de hoje, quando foi encontrada pela polícia, que recebeu uma denúncia anônima.Seu estado chocou os policiais: ela estava amarrada numa cama com lençóis, muito ensangüentada e com o rosto desfigurado por espancamento. Seu pulso havia sido marcado a ferro com a inicial G e a morte estava programada. Ela está internada em São Paulo e não corre risco de vida.Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o Programa de Proteção a Testemunha do DHPP é um programa em que as pessoas ingressam e saem voluntariamente. De acordo com o programa, as pessoas sob proteção têm que seguir o regulamento e regras estabelecidas. De acordo com a assessoria, a família da adolescente assinou documento assumindo a responsabilidade por sua retirada voluntária do programa.A adolescente, de 15 anos, havia denunciado um traficante ligado à organização criminosa PCC. Durante o carnaval, foi reconhecida por um dos membros da quadrilha do denunciado. A polícia prendeu hoje dez suspeitos, sendo que três foram reconhecidos pela menor.

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