Adolescentes matam amiga de infância em MG

Menina de 12 teve o coração arrancado, em maio; corpo foi encontrado em uma área conhecida como Mata do Japonês

Marcelo Portela - O Estado de S. Paulo,

14 Junho 2012 | 18h46

BELO HORIZONTE - Duas adolescentes de 13 anos mataram a amiga de infância Fabíola Santos Corrêa, de 12, e ainda arrancaram o coração da vítima, em Minas Gerais. As duas suspeitas confessaram o crime, ocorrido em 26 de maio em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte, e estão internadas provisoriamente em um centro de reabilitação da capital. O corpo de Fabíola foi encontrado no último dia 7 em uma área conhecida como Mata do Japonês e ainda passa por perícia no Instituto Médico-Legal (IML) da Polícia Civil.

No dia do crime, a vítima saiu de casa com as colegas, que têm envolvimento com integrantes de uma quadrilha de tráfico de drogas que age na região. Segundo a polícia, as acusadas alegaram que no lote vago que costumavam usar para cortar caminho uma delas pegou uma faca para "dar um susto" em Fabíola, mas a menina reagiu e sofreu um corte no pescoço. Ela ainda tentou fugir, mas, de acordo com o delegado do município, Enrique Solla, como a situação havia saído do controle, elas resolveram matar a amiga com outras facadas, além de golpes de uma barra de ferro.

Segundo o delegado, as duas revelaram detalhes do crime e não mostraram arrependimento. "Elas tinham medo que a Fabíola contasse a rotina da quadrilha para facções rivais e disseram que iam dar um susto para ver se ela falaria", disse. Além de arrancar o coração da menina, as acusadas ainda cortaram um dedo de um dos pés da vítima.

As duas ainda puseram as partes do corpo em uma sacola para mostrar às mães. O plano, de acordo com o polícia, era alegar que estavam sendo ameaçadas por criminosos e dizer que foram obrigadas a matar um deles. Porém, o irmão de uma delas, de oito anos, enterrou os restos pensando se tratar de um coração de porco e um dedo de brinquedo.

Em depoimento, as meninas disseram que se arrependeram de ter levado as partes do corpo para casa e, no dia seguinte, as jogaram em um rio. Apesar da confissão, o caso continua sendo investigado. Isso porque a polícia não descarta a possibilidade de o crime ter sido cometido a mando de um traficante e de as partes serem uma prova de que elas cumpriram o que havia sido ordenado.

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