Adolescentes são detidos por morte de corretora

A polícia de Santo André deteve na tarde de quinta-feira dois adolescentes de 17 anos que teriam participado do assassinato da corretora de seguros Aparecida Donda Gebara, de 32 anos. Ela foi baleada há uma semana, no cruzamento das Ruas Javaés e Juquiá, em Santo André, no ABC paulista, quando dirigia um Palio na companhia do marido. Os dois menores confessaram o assassinato. Um deles já tem passagens por roubo. Eles teriam dado cobertura para Ricardo Deodato da Silva, de 19 anos, conhecido como Carequinha, que teria sido o autor do disparo que matou a corretora, segundo o titular da 1º Delegacia de Santo André, Edson Gianuzzi. Ele está foragido desde o dia do crime e a arma ainda não foi encontrada. Silva teria disparado porque os comparsas não conseguiram abrir a porta do carro, de acordo com a versão da polícia. Na delegacia, os jovens disseram que a intenção do bando era levar o veículo para revender as peças. Eles teriam tramado o assalto poucas horas antes, na Favela Gamboa. Antes de sair para a abordagem, o trio teria fumado maconha e cheirado cocaína, conforme os menores contaram ao delegado Gianuzzi em depoimento. "Eles alegaram que, depois do crime, se encontraram novamente na favela. O Ricardo teria alegado que disparou a arma contra a corretora porque achou que o marido dela esboçou uma reação. Mas o marido nem percebeu a ação dos três bandidos." O crime ocorreu às 22 horas, quando o casal Gebara conversava distraidamente em um semáforo. Desde que se casaram, em 2005, os dois viviam em Santo André, onde também administravam negócios. O casal era dono de uma corretora de seguros de automóveis e planos de saúde. Eles iam para a festa de Marli Andrade, amiga e funcionária da empresa. "Estávamos esperando por eles para cantar os parabéns", disse. A polícia de Santo André pretende fazer a reconstituição do crime na próxima semana. Na segunda-feira, o delegado Gianuzzi chegou a pedir a prisão temporária do dono de um salão de cabeleireiros na Favela Gamboa. Ele teria sido reconhecido por uma testemunha do assassinato. Na ocasião, negou envolvimento com o crime. Na tarde de ontem, com a prisão dos novos acusados, o cabeleireiro foi libertado.

Luísa Alcalde, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2022 | 00h00

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