Adversário se diz ''chocado''

Procurado pela reportagem do Estado, o ex-prefeito e atual chefe de gabinete José Roberto Perin (DEM) negou as acusações de intimidação de adversários políticos em Analândia e se disse também chocado com a morte do vereador Evaldo José Nalin (PSDB). "Confio na polícia e espero que prenda logo os responsáveis."

, O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2010 | 00h00

Ele diz ser vítima de "boatos maldosos" e de perseguição pela ONG Associação Amigos de Analândia (Amasa), que considera uma "organização com fins políticos". Perin entrou na Justiça com mandado de segurança para a quebra do sigilo e retirada de comentários anônimos do blog mantido pela ONG, com "acusações infundadas e ofensas pessoais". Ele acrescentou que as divergências com Nalin eram apenas políticas. "Outros vereadores fazem mais oposição ao nosso governo do que ele fazia." O chefe de gabinete disse desconhecer as denúncias que o vereador teria apresentado ao MP. "Estão falando, mas não mostraram nada. Não recebi nenhuma intimação."

Sobre as denúncias anteriores, disse que estão sendo esclarecidas e algumas foram arquivadas. Sobre os parentes na prefeitura, disse que todos prestaram concurso público e passaram. Segundo ele, a prefeitura pediu a transferência de Nalin e do investigador Adilson porque alguns populares reclamaram do atendimento na delegacia. Perin nega envolvimento com as ameaças a vereadores e diz que a bomba que assustou o presidente da Câmara era "bombinha de São João" usada em alguma brincadeira.

Crime político. O delegado Marcos Garcia Fuentes, da Delegacia Seccional de Rio Claro, que investiga o assassinato do vereador, tem certeza de que houve uma execução encomendada. Disse, porém, que não dá para afirmar que se trata de crime político. "A cidade tem dois lados com interesse políticos e o Estado não pode ser usado para atender a esses interesses."

Segundo ele, as investigações se concentram na identificação e prisão dos autores. "Só posso dizer que estão adiantadas." A cidade não registrava homicídio desde 2006. Em 2005, o comerciante José Angelo de Mattos, adversário político de Perin, foi baleado durante suposto assalto em seu estabelecimento. Ele sobreviveu, mas perdeu o olho esquerdo. Até hoje o crime não foi esclarecido.

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