Advogada baleada pelo marido sai da UTI

A advogada Erika Trochmann, mulher do promotor João Luis Portolan Galvão Miniccelli Trochmann, acusado de atirar contra ela, deixou à tarde a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Samaritano, de Campinas, região noroeste do Estado de São Paulo, transferida para um quarto comum de internação.Segundo o diretor do hospital, Paulo Sérgio Campos, se o quadro continuar evoluindo favoravelmente, sem infecções, Erika pode ter alta em dois dias. Ela foi encaminhada ao Samaritano depois de ter sido medicada na Santa Casa de Valinhos, para onde foi levada pelo marido.Trochmann contou à polícia que o casal fora vítima de um assalto em sua casa, no bairro Vale Verde, em Valinhos, na região noroeste do Estado de São Paulo. Mas a mulher revelou que o marido atirou contra ela durante uma briga. O casal está em processo de separação.Levado à Procuradoria de Justiça de São Paulo, o promotor não negou a tentativa de assassinato, mas não confessou. Ele permanece detido no quartel da Cavalaria da Polícia Militar de São Paulo. Sua advogada, Tereza Doro, irá defender a tese de tiro acidental.Tereza disse que falou nesta segunda-feira com o promotor e que ele contou sua versão do caso. Trochmann disse à sua advogada que Erika havia obtido na sexta-feira uma liminar de separação de corpos, medida cautelar preparatória para o desquite, que garante os direitos de quem pede a separação.Trochmann relatou à Tereza que ficou descontrolado e pegou sua arma para tentar o suicídio. Erika teria avançado sobre ele para impedi-lo. Ele contou que empurrou o rosto da mulher e a arma disparou, o tiro atravessou sua mão e atingiu o queixo de Erika. Em seguida, a levou para o hospital. Eles estavam casados há 1,5 ano.Tereza disse que está aguardando o resultado da perícia que solicitou à Procuradoria para saber se o projétil que atingiu Erika é o mesmo que atravessou a mão do promotor. Também aguarda o resultado de um exame psiquiátrico do acusado.A Procuradoria informou que designou dois promotores para acompanhar o caso. Erika será chamada para depor, mas o dia e o local não foram divulgados. Tereza disse que também solicitou que a procuradoria a informe sobre o depoimento, para que possa acompanhá-lo.

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