Advogada de Marcola diz que prefere morrer a ser presa

A advogada Maria Cristina de Souza Machado, defensora de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, tentou se jogar do carro da polícia quando era levada ao Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic). Ela dizia aos policiais que a prenderam em sua casa, no início da manhã desta quinta-feira, 20, que prefere morrer do que ir para a prisão. A advogada de Marcola, apontado como líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, foi autuada em flagrante por formação de quadrilha armada. A pena para esse crime varia de 3 a 8 anos de prisão. Maria Cristina é casada com o delegado de polícia José Augusto Rachado. A advogada está sendo investigada pela Polícia Legislativa de Brasília por corrupção ativa e violação de sigilo. Depoimento à CPI Maria Cristina prestou depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas em maio após ser acusada de comprar um CD com depoimentos sigilosos dos delegados paulistas do Deic Godofredo Bittencourt Filho e Ruy Ferraz em sessão da CPI e repassar o material a Marcola.No depoimento, Bittencourt, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), disse que a polícia tinha informações sobre uma iniciativa violenta do PCC em preparo. O vazamento da informação teria contribuído para os ataques violentos ocorridos em maio no Estado de São Paulo.A advogada, porém, negou ter comprado e repassado a gravação, ao contrário do que confessou o técnico de som Arthur Vinícius Pilastre Silva - ele contou ter recebido da dupla R$ 200 pelo CD. Ao depor, Maria Cristina chorou, passou mal, mas não sensibilizou os deputados. Para integrantes da CPI, a advogada mentiu várias vezes.

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