Advogada de Marcola é presa em São Paulo

A advogada de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, Maria Cristina Rachado, foi detida na manhã desta quinta-feira, 20, durante operação organizada por policias do Deic. Ela defendia Marcola até ser suspensa por 90 dias pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em junho. Outros mandados de busca e apreensão serão feitos durante a operação, inclusive no escritório da advogada. Ainda não há informações sobre quais são as acusações que recaem sobre Maria Cristina. Depoimento à CPI do Tráfico Apontada como cúmplice da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Maria Cristina prestou depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas em maio.Maria Cristina foi acusada da compra de um CD com depoimentos sigilosos dos delegados paulistas Godofredo Bittencourt Filho e Ruy Ferraz em sessão secreta da CPI do Tráfico de Armas e do repasse do material da gravação a Marcola, apontado como líder do PCC. No depoimento, Bittencourt, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), disse que a polícia tinha informações sobre uma iniciativa violenta do PCC em preparo. O vazamento da informação teria contribuído para os ataques violentos ocorridos em maio no Estado de São Paulo.A advogada, porém, negou ter comprado e repassado a gravação, ao contrário do que confessou o técnico de som Arthur Vinícius Pilastre Silva - ele contou ter recebido da dupla R$ 200 pelo CD. Ao depor, Maria Cristina chorou, passou mal, mas não sensibilizou os deputados. Para integrantes da CPI, a advogada mentiu várias vezes.Matéria alterada às 11h40 para acréscimo de informações sobre a advogada

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.