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Advogada diz que Marcola nunca disse ser integrante do PCC

A advogada Maria Cristina Rachado negou, em seu depoimento à CPI do Tráfico de Armas, na Câmara, fazer parte de uma facção criminosa. Ela disse que defende o chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, por motivos profissionais e afirmou que ele nunca lhe contou ser integrante de uma facção criminosa. A advogada, suspeita de intermediar a entrega a Marcola de uma gravação com declarações sigilosas do diretor-geral do Departamento de Investigações do Crime Organizado (Deic), delegado Godofredo Bittencourt, afirmou que tem um nome a zelar e, chorando, queixou-se da acusação feita contra ela. Ela afirmou não haver qualquer prova de que ela tenha cometido algum delito. Enfatizou que tem endereço fixo e que nunca houve qualquer tipo de acusações contra ela. Maria Cristina negou ter entrado em contato com o funcionário da Câmara Artur Vinicius Pilastre, que afirmou à CPI ter vendido a ela e ao advogado Sérgio Weslei da Cunha uma gravação com declarações feitas à CPI por Bittencourt. Nesse depoimento, o diretor do Deic antecipou a informação de que chefões do crime organizado seriam transferidos para presídios de segurança máxima no interior de São Paulo, o que teria levado Marcola a ordenar a realização da recente onda de atentados e rebeliões. "Não sou pombo-correio, eu sou uma advogada. Não é justo vocês me chamarem de pilantra, sem prova, uma pessoa que vocês não conhecem", disse, chorando de novo. Ela afirmou também que as acusações contra ela estão lhe causando problemas pessoais. Disse, por exemplo, que seus filhos estão sendo hostilizados pelos colegas na escola e que seu marido, que é delegado de polícia, está enfrentando problemas também, por causa das acusações. Ela se queixou de que sua carreira profissional está sendo "jogada na lama por um funcionário (Artur Vinicius) que mente."

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