Advogada suspeita de matar pai deve se entregar nesta quinta-feira

Marina Silva Motta teria atirado no pai para defender sua mãe, que havia sido baleada por ele

RICARDO VALOTA, Agencia Estado

25 de março de 2010 | 07h42

Desaparecida desde o final da madrugada de ontem, a advogada Marina Silva Motta deve se entregar ainda hoje à polícia de Porto Real, no Vale do Paraíba fluminense, sul do Estado do Rio de Janeiro. A advogada é a principal suspeita pela morte do pai, o empresário Arthur Motta Filho, assassinado a tiros na casa da ex-mulher, Denise Cristina Bassoli. Na casa vivem a ex-mulher e três filhas do empresário.

Denise disse que Arthur, de 50 anos, estava armado com um revólver. De acordo com o depoimento dela, a filha desarmou o pai, que já tinha disparado contra a ex-mulher - atingida de raspão - e depois atirou três vezes, baleando por duas vezes o empresário nas costas.

A ex-mulher da vítima afirmou ao delegado Jorge Campos, titular da 100ª Delegacia, que Arthur sempre foi violento, e que, na madrugada de ontem, quando ocorreu o crime, chegou à residência e tentou arrombar a porta. Segundo a polícia, Arthur seria viciado em crack e tinha várias passagens por agressão.

Caso se entregue espontaneamente, a advogada, de 25 anos, que foi indiciada por homicídio e não pode mais ser autuada em flagrante, responderá em liberdade. Ela deve se apresentar ao lado do advogado, mas, caso não apareça nos próximos dias, Marina poderá ter a prisão temporária decretada pela Justiça e então pode ser considerada foragida.

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