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Advogada trans muda nome no registro civil em PE

Robeyoncé Lima já usava o então nome social na carteira da OAB desde janeiro

O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2017 | 23h37

A advogada pernambucana Robeyoncé Lima, de 28 anos, alterou seus registros no cartório e conseguiu atualizá-los com o que era, até então, seu nome social. "Com isso eu deixo de ter vergonha de mostrar meus documentos. Agora tenho vontade de mostrá-los em qualquer lugar que eu vá", disse ela. 

A alteração foi uma nova conquista de Robeyoncé, que em janeiro recebeu a garantia de uso de seu nome social em seus trabalhos como advogada registrada na Ordem dos Advogados Brasileiros (OAB) de Pernambuco. A advogada faz parte da Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da entidade. 

Esse foi o segundo caso, em todo o País, em que uma advogada transexual consegue usar o nome social nos trabalhos da OAB. Esse direito foi concedido pela primeira vez a Márcia Rocha, de São Paulo - que preferiu não alterar o registro no cartório porque seria muito complicado.

História. Robeyoncé Lima é formada em direito pela Faculdade de Direito do Recife, tem estagio na Secretaria da Fazenda, no Tribunal de Justiça de Pernambuco, na Petrobrás e na Justiça Federal. Foi aprovada na OAB na primeira tentativa. 

Quando ingressou na faculdade de Direito, em 2010, Robeyoncé se indentificava como homem homossexual. Quando se assumiu como trans e optou pela troca do nome social, enfrentou dificuldades, sobretudo porque a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ainda não regulamentara esse direito - o que aconteceu no início de 2015

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