Advogado da mãe de Eliza diz que DNA comprova que Bruno é pai de criança

Para polícia, cobrança de ex-amante para que goleiro reconhecesse a paternidade da criança seria o motivo para o assassinato da jovem; Tribunal de Justiça não confirma resultado do teste

Marcelo Portela, especial para o Estado

20 Outubro 2010 | 19h05

BELO HORIZONTE - O advogado José Arteiro Cavalcante, que representa Sônia Fátima Moura, mãe da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, Eliza Samudio, de 25 anos, afirmou nesta quarta-feira, 20 que um exame de DNA comprovou que o jogador é pai do bebê da jovem. Arteiro foi contratado pela mãe de Eliza, Sônia Fátima Moura, para acompanhar o processo contra o atleta e outras oito pessoas pelo assassinato da garota.

 

Para a Polícia Civil mineira, a cobrança de Eliza para que Bruno reconhecesse a paternidade da criança seria o motivo para o assassinato da jovem, que foi vista pela última vez em junho e não teve o corpo localizado.

 

Sônia Moura tem a guarda provisória do bebê e, de acordo com Arteiro, o exame de DNA teria sido feito por determinação da Justiça fluminense, há cerca de um mês. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) confirmou a realização do teste, mas afirmou que não pode divulgar o resultado porque o processo corre em segredo de Justiça. Arteiro teria tido acesso ao resultado por meio de fontes envolvidas na apuração da questão no Rio de Janeiro, pois o laudo oficial ainda não está pronto.

 

Segundo o advogado, a coleta do material de Bruno para comparação com o DNA da criança ocorreu no período em que ele esteve preso no Rio para acompanhar processo no qual é acusado, junto com o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, de sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra a ex-amante. "Não tem dúvida. O menino é do Bruno", disse Arteiro.

 

O advogado fez as revelações, sem entrar em detalhes, na entrada de mais uma audiência de instrução do processo, realizada nesta quarta no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte. A audiência foi feita mediante carta precatória, pois o processo tramita no Fórum de Contagem, na região metropolitana da capital mineira.

 

Hoje, estavam previstos os depoimentos de 22 testemunhas de defesa, mas apenas 13 compareceram e uma foi ouvida em Contagem. Entre elas, cinco foram dispensadas e oito depuseram. Entre as testemunhas foram ouvidos policiais, conhecidos de Bruno, a mãe do menor, primo do goleiro já condenado pelo crime e um casal amigo do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ter executado Eliza.

 

Texto atualizado às 20h35.

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