Advogado de PMs acusa peritos de montarem fita

O advogado Américo Leal, um dos defensores dos militares acusados de matar 19 trabalhadores sem terra em Eldorado dos Carajás, no Pará, acusou nesta terça-feira os peritos da Universidade de Campinas (Unicamp), Ricardo Molina de Figueiredo e Donato Pasqual Júnior, de terem feito "montagem" nas imagens da fita do episódio.Segundo Leal, os dois peritos "deram coloração vermelha às poças de lama que havia no local filmado para que parecessem sangue". Ele acrescenta que uma pessoa que nas imagens aparece andando foi apontada pelos peritos da Unicamp como se estivesse caída e morta."Quando chegar o momento certo nós vamos desmascarar tudo isso e mostrar que esse laudo não passou de uma medida para tentar enganar os jurados", resumiu o advogado.O promotor Marco Aurélio do Nascimento, responsável pela acusação dos 150 militares envolvidos no episódio, defendeu os peritos paulistas: "Isto é um absurdo. A Unicamp é uma instituição da maior seriedade, assim como os peritos Ricardo Molina e Donato Pasqual. Eles têm credibilidade nacional e internacional. Não haveria nenhum interesse da parte deles em fazer qualquer trucagem nessa fita".

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