Advogado de procuradora acusada de torturar criança pede habeas corpus

Vera Lúcia Sant'Anna Gomes teve prisão preventiva decretada nesta quarta, 5, mas ainda não foi localizada pela polícia

Priscila Trindade, do estadão.com.br

07 de maio de 2010 | 15h38

SÃO PAULO - O advogado Jair Leite Pereira, que defende a procuradora acusada de torturar uma criança de 2 anos de idade entrou na Justiça do Rio com o pedido de habeas corpus na tarde desta sexta-feira, 7, para impedir que sua cliente seja presa.

 

A informação foi confirmada pelo escritório do advogado. Agora, o pedido de habeas corpus será distribuído para uma das câmaras criminais.

 

Vera Lúcia Sant'Anna Gomes, de 57 anos, teve a prisão preventiva decretada no final da tarde de quarta-feira, 5, sob acusação de tortura. O pedido foi feito pelo juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 32.ª Vara Criminal da Capital.

 

A procuradora não foi localizada pela polícia. Agentes foram até o apartamento de Vera Lúcia em Ipanema, na zona sul da cidade, mas não encontraram ninguém.

 

Ex-funcionárias de Vera denunciaram o caso de agressão para a polícia. Segundo elas, a menina começou a apanhar no dia seguinte ao da adoção. No dia 14 de abril, o Conselho Tutelar foi ao apartamento e encontrou a criança com diversos hematomas.

 

Na terça-feira, 4, a menina teria de passar por uma avaliação psicológica para ser estimulada a falar sobre o que aconteceu no mês em que ela esteve no apartamento da procuradora. O atendimento teve de ser suspenso devido ao estado emocional da criança. De acordo com o psicólogo Gilberto Fernandes, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), a criança chorou muito e "não quis contato".

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