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Advogado de Ubiratan espera absolvição

A transcrição da íntegra dos 14 depoimentos de testemunhas da acusação,da defesa e dos sobreviventes do massacre do Carandiru já atrasou porduas horas o início do último dia do julgamento do coronel UbiratanGuimarães, que está sendo acusado das 111 mortes e 5 tentativas dehomicídio ocorridas no Pavilhão 9 da Casa de Detenção.O advogado do coronel, Vicente Cascione, afirmou que vai explorar ofato de seu cliente não ter comandado toda a operação, pois teve dedeixar o pavilhão logo após o início da invasão por ter sido atingidopela explosão de uma televisão. Ele disse ainda que seu cliente nãodeveria estar sendo julgado pelo crime e esperar a absolvição. Sobre opedido de habeas-corpus para anular o julgamento feito por um outroadvogado, que defende parte dos demais réus (são 105 os policiaisprocessados por homicídio e lesão corporal), Cascione disse que sãoremotas as chances de que isso ocorra.Ele pediu à juíza Maria Cristina Cotrofe que lhe seja dado mais tempopara falar durante os debates. Pela lei, defesa e acusação têm duashoras e meia cada uma, dividadas em dois períodos. O primeiro é de duashoras e o segundo, de meia hora. A juíza ainda deve decidir se defereou não o pedido.O promotor Felipe Locke Cavalcanti, um dos dois que trabalham no caso,afirmou que o Ministério Público vai sustentar o pedido de condenaçãodo réu baseado na prova dos autos, ou seja, que o coronel assumiu orisco de produzir a chacina quando decidiu, apressadamente, invadir opavilhão em vez de esgotar todas as possibilidades de negociação.De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça, a sessão de hojedo júri deve começar na próxima meia-hora.

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