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Advogado diz que ladrão arrependido devolveu R$ 1 mil roubado no réveillon

Relato da vítima em rede social viraliza; suspeito só ficou com R$50 para comprar champanhe para a mãe

Raquel Brandão e Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2016 | 17h04

No último dia de 2015, 31 de dezembro, o advogado Eduardo Goldenberg teve a carteira roubada na estação Siqueira Campos, na capital fluminense, quando ia para Copacabana comemorar o ano-novo. "Senti uma mão estatelada no bolso esquerdo da bermuda cargo que eu vestia e adeus carteira, adeus dinheiro e nada disso importa, é 31 de dezembro, que façam bom uso do dinheiro, dos documentos eu peço a segunda via e vamos pra festa que é o que interessa", contou em um post publicado nesta quinta-feira, 7, em seu perfil no Facebook. O texto, até o momento, chegou a quase 5 mil compartilhamentos e cerca de 13 mil curtidas na rede social.

A história, porém, viralizou pelo caráter inusitado. Na terça-feira, 5 de janeiro, um envelope chegou ao seu escritório, de acordo com o relato do advogado, sem que identificasse o remetente."Me deparei com um envelope branco fechado, sem nada escrito nem na frente e nem no verso, com considerável volume dentro: senti que era dinheiro, só no tato." Dentro do envelope estavam R$ 967, apenas R$ 50 a  menos do que os R$ 1.017 que Goldenberg carregava naquela noite e um bilhete escrito a mão de uma pessoa que se identificava como Fábio.

"Dr. Eduardo estou devolvendo seu dinheiro que eu peguei da sua carteira no dia 31 em Copacabana. Não dormi arrependido e peço que me perdoe. Feliz Ano Novo. Só tirei cinquenta reais pra comprar uma champanhe pra minha mãe," dizia a mensagem.

Antes disso, ainda no dia seguinte ao furto, o advogado conta ter sido acionado por uma pessoa, de identidade preservada, que afirmava estar com a carteira encontrada na estação de metrô. "Fui, por razões de logística, no domingo à noite, ao seu encontro: recuperei, efetivamente, a carteira e todos os documentos (todos!, a única coisa cuja falta senti foram meus cartões de visita)". conta. "Eu só chorava. Quem me protege não dorme."

O advogado relatou que frequenta a festa da virada em Copacabana “há décadas” e sempre levou apenas com as chaves, um documento de identidade e um pouco de dinheiro. No último dia 31, porém, acabou saindo com a carteira contendo todos os cartões, documentos e R$ 1.017,00 em dinheiro.

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