Advogado diz que Paulão não intermediou negócio

Para Gustavo Badaró, que defende o lobista, conversa nada indica; Metrô diz que não compra produtos de Franco

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2011 | 00h00

O advogado Gustavo Badaró, defensor de Paulo César Ribeiro, o Paulão, declarou que seu cliente jamais intercedeu em licitações do Metrô. "Tive acesso a esse diálogo (do empresário James Franco com o ex-secretário Silvio Serrano) porque consta dos autos. Conversei com o Paulo sobre isso. Posso assegurar que essa conversa não indica absolutamente qualquer atuação do Paulo junto ao Metrô."

Badaró é taxativo sobre o assunto. "Ninguém conversou com Paulo, nem o James, nem Serrano, ninguém pediu nada a ele para interceder junto ao Metrô. Muito menos Paulo teve negócio ou intermediação ou efetuou qualquer atuação empresarial com o Metrô."

O advogado ressalta que a escuta não pegou telefonema de Paulão. "(James) fala sobre um bom negócio e cita o nome do Paulo. É um fornecedor de antiderrapante. Paulo não conversou com James, não conversou com o Serrano sobre isso. Ele conhece o Silvio, eles têm contatos. Mas Paulo nega peremptoriamente qualquer ato ou intermediação de negócio dele ou de quem quer que seja com o Metrô."

"A conversa não é com o meu cliente, foi uma conversa do James com o Serrano", assevera Gustavo Badaró. "O Paulo desconhece totalmente. Não pediram nada a ele. Paulo não realizou nada relacionado ao Metrô. Não fez nenhum contato pessoal e nem fez qualquer apresentação (no Metrô) de que quer que seja, com qualquer pessoa do Metrô. Até porque ele não tem nenhum contato com o Metrô."

Antiderrapantes. O Metrô informou que adquire antiderrapante de duas empresas. "A pessoa em questão (James Franco) não é proprietária nem sócia de nenhuma dessas empresas", anotou o Metrô.

O empresário James Franco e o ex-secretário de Finanças de Pindamonhangaba Silvio Serrano não foram localizados pelo Estado. O prefeito João Ribeiro (PPS), quando estourou o escândalo, em outubro de 2010, disse que demitiu vários secretários inclusive Serrano, como prova de transparência de sua administração.

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