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Advogado do PCC é condenado a prisão em São Paulo

Mário Sérgio Mungioli, advogado de Marcos Willian Hevas Camacho, o Marcola, e Júlio César Guedes de Morais, o Julinho Carambola, líderes da facção criminosa PCC - Primeiro Comando da Capital -, foi condenado nesta quinta-feira a 7 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado, por crime de formação de quadrilha.A sentença é da juíza Márcia Helena Bosch da 5ª Vara Criminal, que negou ao advogado, preso desde 30 de setembro de 2003, o benefício de apelar em liberdade. A denúncia formulada pelo promotor Roberto Porto, do GAECO - Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado -, foi acolhida integralmente pela juíza. A peça acusatória revela que Mungioli era "pombo correio" do PCC. Tinha a função de visitar os líderes da organização nos diversos estabelecimentos prisionais, transmitindo-lhes as decisões tomadas pela cúpula do PCC.O advogado foi preso em flagrante em 30 de setembro do ano passado, no Centro de Readaptação da Penitenciária de Presidente Bernardes, quando visitava Marcola e Julinho. As conversas entre eles no parlatório na prisão foram gravadas com autorização judicial. Em poder de Mungioli foram apreendidos manuscritos e mensagens datilografadas dirigidas a presos e aos líderes do PCC.A defesa pleiteou a absolvição sem êxito, alegando que o advogado não cometeu qualquer crime e ao ser preso estava no estrito cumprimento de suas funções profissionais. Atribuiu a prisão de Mário a "perseguição política", por ele vinha denunciando e exigindo providências contra maus tratos impostos aos presos.

Agencia Estado,

14 de outubro de 2004 | 16h56

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