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Advogado é condenado a 21 anos por morte de estudante de Direito

Ex-namorado de Aline de Fátima Ferreira teria contratado três homens para matá-la em Varginha, no interior de MG, em 2009

Rene Moreira, Especial para o Estado

13 de julho de 2015 | 10h27

FRANCA - Após mais de três dias de júri, o advogado Samuel Milazzoto Ferreira, de 68 anos, morador de São Paulo, foi condenado a 21 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. Ele foi julgado por contratar três homens para matar a estudante de Direito Aline de Fátima Ferreira, assassinada a tiros em Varginha, no interior de Minas Gerais, em novembro de 2009, aos 31 anos de idade.

O crime teve grande repercussão na época e, por medida de segurança, o julgamento ocorreu em Alfenas, também em Minas Gerais. O júri durou mais de três dias e a sentença foi proferida na noite de sexta-feira, 10. Outras três pessoas acusadas de executar o crime foram absolvidas por falta de provas.

Milazzoto cumpre prisão domiciliar em São Paulo e, segundo a defesa, poderá seguir livre enquanto aguarda o julgamento do recurso já impetrado na Justiça.

Caso. A morte da estudante aconteceu logo após o término das aulas, quando ela chegava a sua casa, no bairro Sion.

Dois homens teriam disparado cinco vezes contra a jovem, vindo três tiros a atingir seu peito e a causar a morte imediata. O advogado já teria feito ameaças antes, e a estudante teria até se livrado de um sequestro também arquitetado pelo réu, que nega a participação nos crimes.

Recurso. Os dois teriam namorado por mais de 11 anos, e o advogado não aceitava a separação. A arma usada para matar a garota foi achada em um terreno perto de sua casa. Os acusados de serem os atiradores chegaram a ficar presos e agora estão livres, mas o Ministério Público vai recorrer. Já o suposto mandante seguirá em casa até o fim dos recursos, ainda sem data prevista.

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