Advogado morto no ES teria sido vítima de seqüestro

O secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, Edson Ribeiro, acredita que o advogado Marcelo Denadai, assassinado na segunda-feira, estaria sendo vítima de um seqüestro: "Acho que iam fazer um seqüestro e, como não conseguiram, atiraram nele (Denadai)." A hipótese surgiu, segundo o secretário, quando máscaras de ninja, algemas, cordas e fita adesiva, que poderiam ser usadas para amordaçar a vítima, além de cheques e um carregador e munição foram encontrados em um dos três veículos apreendidos pela polícia, um Gol. Esse carro, um Kadett e uma moto foram vistos por testemunhas na hora e no local do crime, a Praia da Costa, em Vila Velha, Grande Vitória.Três policiais, que fariam parte de um grupo de extermínio, foram presos como suspeitos: dois civis e um militar. O delegado Sérgio Mello, que investiga o caso, não quis revelar os nomes, mas um deles, cabo da PM, portava um revólver 38 sem registro, mesmo calibre usado no assassinato. A polícia investiga agora documentos apreendidos no escritório de Denadai. De acordo com a irmã do advogado, Maria Aparecida Denadai, as pistas que levariam à solução do crime encontram-se neste material. Ela comunicou à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que está recebendo ameaças de morte.

Agencia Estado,

19 de abril de 2002 | 18h25

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