Advogado pede que mãe acusada de maltratar filhos seja libertada

O advogado de Sara Rosolen Alvarenga, Pedro Renato Marcelino, solicitou nesta sexta-feira à Justiça que sua cliente seja transferida de volta para a região de Campinas e reiterou o pedido para que ela responda ao processo em liberdade.Sara, acusada de participação na tentativa de assassinato dos dois filhos, foi transferida nesta quinta da cadeia feminina de Valinhos para a penitenciária feminina do Estado de São Paulo.Segundo o diretor da cadeia de Valinhos e delegado titular do 1º Distrito Policial da cidade, Rubens Urbano Leal, a transferência ocorreu para garantir a integridade física e moral de Sara.Ela estava detida em uma sala separada das outras presas, mas a sala é destinada a adolescentes infratores. ?Se ocorresse uma detenção de menor, eu seria obrigado a colocá-la com as outras presas?, afirmou o delegado. Leal comentou que a cadeia de Valinhos tem capacidade para 12 mulheres, mas abriga 60. De acordo com ele, Sara ?não deu trabalho?.?Pela notoriedade do caso, porém, achei que ela tinha que ser transferida para um local mais adequado?, alegou. Marcelino argumentou que ela deveria ter permanecido na região, para ficar próxima da família. Ele disse que não fez referência a uma cadeia específica no pedido à Justiça.O advogado pediu a liberdade provisória da cliente contestando a acusação da Promotoria de que ela teria instigado o marido, Alexandre Alvarenga, a cometer os crimes. No dia 2 de fevereiro, depois de bater o carro, Alvarenga jogou o filho de um ano contra o pára-brisa de um carro em movimento e bateu a cabeça da filha contra uma árvore várias vezes. A mulher o acompanhou, não socorreu o filho nem impediu a agressão contra a filha. ?Ela teve um distúrbio, uma perturbação?, afirmou o advogado.Mas ao contrátrio do advogado de Alvarenga, Luiz Henrique Cirilo, que pediu à Justiça um exame de sanidade mental para seu cliente, Marcelino não fez nenhuma solicitação do gênero. ?Ela não tem problema mental. Inevitavelmente vou chamar um psicólogo ou psiquiatra para acompanhá-la. Mas o que aconteceu foi inexplicável?, defendeu.O advogado disse que já começou a definir as testemunhas que serão arroladas para a defesa de Sara, basicamente amigos que conviviam com ela. Ele afirmou que irá defender a tese de que Sara não impediu o marido por um ?bloqueio?, mas não participou dos crimes. ?Ela será absolvida?, garantiu.Se for julgada e acusada, Sara pode pegar de 12 a 30 anos de cadeia. Alvarenga permanece detido no Centro de Detenção Provisória Campinas-Hortolândia. Até a tarde desta sexta a Promotoria ainda não havia recebido nenhuma decisão do juiz sobre o pedido do advogado de Alvaranga para a realização do exame de sanidade mental.Caso o pedido seja acatado, o processo ficará suspenso por até 45 dias. Se não, a audiência das sete testemunhas de acusação está marcada para o dia 26 de março. Na quarta-feira, o casal foi interrogado em separado pelo juiz e alegou não se lembrar dos crimes. Os filhos do casal estão sob a guarda provisória dos avós maternos.

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