Advogado pede relaxamento de prisão de primo do goleiro Bruno

Sérgio acompanhou busca da polícia no sítio de seu primo e estaria colaborando com a investigação

Eduardo Kattah, de O Estado de S. Paulo,

14 de julho de 2010 | 21h05

BELO HORIZONTE - O advogado Marco Antônio Siqueira protocolou no fim da tarde desta quarta-feira, 14, um pedido de relaxamento da prisão temporária de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes e suspeito de envolvimento com o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do atleta.

 

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A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, solicitou um parecer do promotor Gustavo Fantini, designado pelo Ministério Público para acompanhar o inquérito policial. O despacho da juíza deverá ser anunciado amanhã. Os delegados responsáveis pela investigação consideram que Sérgio está colaborando.

 

Uma busca da Polícia Civil localizou vestígios de sangue humano em um quarto da residência do sítio de Bruno Fernandes no condomínio Turmalina, em Esmeraldas, na região metropolitana da capital mineira. O cômodo foi apontado por Sérgio como um dos locais em que Eliza foi mantida em cativeiro antes de ser executada. O suposto sangue foi localizado em um colchão. De acordo com a delegada Alessandra Wilke, peritos encontraram também fios de cabelo na casa.

 

O material recolhido passará por análise e exame de DNA, que poderá comprovar se são da ex-amante de Bruno. Sérgio acompanhou a nova vistoria no sítio, iniciada na noite de terça-feira e que avançou pela madrugada de hoje. O suspeito, que cumpre prisão temporária, foi levado para o sítio, onde permaneceu durante cerca de 50 minutos. Ele apontou cômodos e áreas da propriedade onde Eliza teria sido mantida presa no início de junho. Foram feitos novos testes com Luminol, o reagente que identifica manchas de sangue.

 

Policiais que estiveram na residência do sítio hoje pela manhã, encontraram o local diferente do que foi deixado na madrugada e decidiram registrar uma ocorrência. Foram recolhidos também restos queimados de peças íntimas e fraudas.

 

Peritos também recolheram material na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado nas investigações como o autor da execução e ocultação do cadáver de Eliza.

 

Habeas corpus. O advogado Ércio Quaresma, que representa Bruno e outros cinco suspeitos, disse hoje que estudava o inquérito e que provavelmente amanhã entrará com um pedido de habeas corpus em favor do goleiro. Os advogados de defesa decidiram que os pedidos serão solicitados individualmente, e o primeiro será para a libertação do goleiro. Zanone Júnior, que representa Bola, alegou que até o momento não há "qualquer prova direta que possa incriminar" seu cliente.

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