Advogado reafirma que PMs do Rio pediram propina

Hoje, a Corregedoria Geral da PM pediu a prisão preventiva do cabo e do sargento acusados de extorquir atropelador do filho de Cissa Guimarães

Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo

26 de julho de 2010 | 13h48

Rafael Bussamra, acopanhado de seu advogado, Spencer Levy,  prestou novo depoimento nesta segunda, 26

 

RIO - Acusado pela morte do estudante Rafael Mascarenhas, Rafael Bussamra prestou novo depoimento nesta segunda-feira, 26, na 15ª Delegacia de Polícia, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. De acordo com o advogado dele, Spencer Levy, seu cliente e o pai, o empresário Roberto Bussamra, foram coagidos pelo cabo da Polícia Militar (PM) Marcelo Bigon e pelo sargento Marcelo Leal a pagar propina de R$ 10 mil para desfazer a cena do acidente e liberar o atropelador.

 

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"Eles não se preocuparam com o estado de saúde da vítima e colocaram meu cliente e o carona em uma viatura, foram até a Rua Pacheco Leão e esperaram pelo pai de Rafael para o pagamento do dinheiro exigido", disse o advogado. Roberto Bussamra levou R$ 6 mil e pagou apenas R$ 1 mil aos policiais, segundo Levy.

 

O advogado informou que o empresário desistiu do pagamento do restante da propina quando, por meio de um telefonema, pela manhã, foi informado pela mulher que a vítima havia falecido e era filho da atriz Cissa Guimarães e do saxofonista Raul Mascarenhas.

 

Hoje, a Corregedoria Geral da PM pediu a prisão preventiva por 30 dias do cabo e do sargento. O primeiro pedido de prisão preventiva, feito na semana passada, foi negado sob alegação de que os policiais teriam ficha limpa. A decisão de hoje foi tomada após reunião da corregedoria com o Ministério Público (MP). A dupla já se apresentou neste final de semana e está presa.

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