Advogado suspeito de sequestro é condenado

O advogado Ademilson Alves de Brito foi condenado anteontem pelo juiz Davi de Castro Pereira Rio a 36 anos de prisão em regime fechado por envolvimento no sequestro do menino Lucas da Silva, de 6 anos. O crime aconteceu em maio de 2006, na cidade de Arujá, na Grande São Paulo. A criança era vizinha do acusado em um condomínio de luxo no município e ficou dois meses em cativeiro até a Polícia Militar descobrir o local. Brito estava detido desde o desfecho do caso, em julho de 2006, aguardando julgamento. Ele chegou a ficar dois dias livre na semana passada, depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que o advogado deveria aguardar julgamento em prisão domiciliar. A família ficou revoltada com o retorno do homem ao condomínio e procurou novamente a Justiça, alegando insegurança com a presença de Brito no condomínio. O juiz então o condenou. Quando retornou para casa, Brito comemorou a liberdade com um churrasco e música ao vivo. Ele permaneceu ao lado dos filhos e chegou a convidar alguns vizinhos do residencial para a festa. Ontem, ao ser preso pelo Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), o advogado disse que é inocente. Ele foi levado para a sede do Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic), onde por diversas vezes sorriu ao ser filmado pela imprensa. O acusado voltou a falar que é inocente e vai "provar que não tem relação com o caso de sequestro". Ainda ontem ele foi transferido para uma prisão na Cavalaria da Polícia Militar até aguardar transferência para uma cela especial. Além dele, outros 14 suspeitos de integrar a quadrilha que sequestrou a criança estão presos. A família da vítima não foi localizada para comentar o caso.

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