Advogado tenta libertar Viola nesta segunda-feira

O jogador de futebol Paulo Sérgio Rosa, o Viola, campeão do mundo em 1994, passou o aniversário e o primeiro dia do ano atrás das grades. Ele foi preso na madrugada de hoje, em Barueri, Grande São Paulo, após uma discussão com a ex-mulher. Segundo a polícia, o atleta portava uma espingarda calibre 12 e, embora tivesse o registro da arma, não dispõe de licença para andar armado. Advogados já entraram na Justiça com o pedido de libertação de Viola, que deve ser apreciado hoje.Viola, que completou 37 anos hoje, foi detido por volta das 3 horas, na casa da ex-mulher, Leila Rosa Celino, de 34 anos, em um condomínio de luxo em Barueri. Casados por 12 anos, eles estão separados há dois meses. Segundo relato de Leila à polícia, Viola foi buscar o filho, de 11 anos, mas ela suspeitou que o ex-marido estivesse alcoolizado e proibiu que ele saísse com o menino. Os dois, então, começaram a discutir.Com medo da reação do jogador, Leila se trancou com o filho no sótão da casa e telefonou para a Polícia Militar. Viola, segundo o boletim de ocorrência, ficou andando pela rua com a arma na mão. A informação foi confirmada por seguranças do condomínio Tamboré III. Os primeiros policiais que chegaram encontraram o atleta desarmado, sentado na sala da casa. Apesar de estar morando com a mãe, Viola tem cópia das chaves do imóvel.Os PMs localizaram a arma no banco do Honda Fit do jogador. A espingarda estava com sete cartuchos ? nenhum havia sido disparado. Também foram apreendidas sete cápsulas, espalhadas no chão da sala. Leila afirmou que não foi ameaçada pelo ex-marido. Mas disse que o jogador costuma andar com a espingarda no carro.Viola negou a versão da ex-mulher. Ele afirmou que a arma estava em seu sítio em São Roque, a 54 quilômetros da capital. E, há uma semana, resolveu levá-la para casa. Viola negou estar embriagado e disse que a espingarda não tinha munição.Na delegacia de Barueri, o delegado Davi Marum Júnior autuou o jogador por porte ilegal de arma. Pelo Estatuto do Desarmamento, o crime é inafiançável e, em tese, o réu não tem direito à liberdade provisória, por se tratar de um armamento de uso restrito. Se for condenado, Viola pode pegar de 3 a 8 anos de prisão. Para William Wagner, advogado do jogador, tudo não passou de um engano. ?A espingarda ficou o tempo inteiro dentro do carro. E como ele possui o registro, não houve nada de errado.?À noite, Viola permanecia na carceragem da delegacia de Barueri. Ele poderia ser transferido para o Centro de Detenção Provisória de Osasco.A prisão pode impedir a assinatura, prevista para hoje, do contrato entre Viola e o clube Juventus. ?Não posso dizer que tudo está cancelado. Precisamos saber se ele continuará com esse problema ou não?, disse José Carlos Brunoro, diretor do Pão de Açúcar Esporte Clube, que administra o Juventus. No ano passado, Viola disputou o Brasileirão da série B pelo Bahia.

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