Advogado vai tentar relaxar prisão da mulher de Gatti

O advogado Célio Avelino vai pedir amanhã o relaxamento da prisão de Amanda Carine Barbosa Rodrigues, de 23 anos, viúva do ex-campeão mundial de boxe Arturo Gatti, morto no sábado, em um flat na praia de Porto de Galinhas, no litoral sul pernambucano. Apontada pela polícia como principal suspeita do crime, Amanda foi autuada em flagrante por homicídio qualificado e está presa desde domingo no Presídio do Bom Pastor. Segundo o advogado, Amanda não poderia ter sido autuada em flagrante. "Não estava em situação de flagrante e foi ela quem chamou a polícia", afirmou. Ele também vai alegar na Justiça que a liberdade da cliente não representa nenhum tipo de impedimento para as investigações. Ontem, Amanda recebeu no presídio a visita da irmã, Flávia Barbosa Rodrigues, e do pai, Milton Oliveira Rodrigues, que chegaram domingo ao Recife, vindos de Ipatinga (MG), onde moram. Ela também teve a permissão de ver rapidamente o filho, de 10 meses, que está sob os cuidados da irmã. Os familiares acreditam na inocência de Amanda, que lhes assegurou estar confiante na Justiça. "A perícia vai mostrar que minha irmã não cometeu nenhum crime", disse Flávia.Italiano naturalizado canadense, Arturo Gatti, de 37 anos, morreu, de acordo com a polícia, enforcado com a alça de uma bolsa. Ele estaria embriagado e teria dormido no andar térreo do flat, um dúplex. Ele e a mulher haviam discutido e trocado agressões verbais ao saírem para jantar no fim da noite da sexta-feira, no centro de Porto de Galinhas. Ele chegou a empurrá-la, provocando escoriações leves no braço esquerdo e no queixo. Na volta, já de madrugada, teria dormido no quarto, no 1º andar, com o filho, enquanto o pugilista ficou na sala. De acordo com a polícia, não havia como uma terceira pessoa entrar no local, cujo acesso se dá só por cartão magnético. A vítima e Amanda se conheceram há três anos, nos Estados Unidos, onde ela fazia um curso de Comércio Exterior, em Nova Jersey, onde mora a mãe. Casados há dois anos, estavam morando em Montreal, no Canadá. Vieram ao Brasil para a formatura de Flávia e passavam férias em Porto de Galinhas. O corpo de Gatti permanecia no Instituto de Medicina Legal, no aguardo de familiares que viriam do Canadá para providenciar o traslado.

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