Felipe Werneck/Estadão
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Advogados acusam PM de usar balas de verdade contra manifestantes no Rio

Testemunhas afirmam ter ouvido disparos em ruas do centro; cápsulas de munição usada pela polícia foram recolhidas

Felipe Werneck, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2013 | 01h20

RIO - Pelo menos 13 cápsulas de armas de fogo foram recolhidas em ruas do centro do Rio após os confrontos entre policiais e manifestantes na noite desta terça-feira, 15, afirmou o advogado Ramon Teixeira, integrante do grupo Habeas Corpus, que tem o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O principal local em que PMs teriam usado armas de fogo contra manifestantes foi a Rua México, nos fundos do Museu Nacional de Belas Artes, cuja fachada tinha supostas marcas de tiros. A reportagem do Estado não estava no local, mas advogados voluntários, socorristas e jornalistas afirmaram ter ouvido pelo menos seis disparos na rua, por volta das 23 horas desta terça.

A Rua Santa Luzia, que fica perto, foi apontada como outro local onde houve uso de armas de fogo por policiais. Neste local, um ônibus vazio da PM foi apedrejado por manifestantes, que também tentaram incendiá-lo.

Teixeira mostrou cinco cápsulas que levava na mão. "Essas cinco eu vi sendo recolhidas aqui na (Rua) México e fiquei sabendo de outras sete cápsulas, todas do mesmo calibre, ponto 40 (que é usado pela PM), mais uma de fuzil", afirmou o advogado. "Parece que o padrão foi de tiros para o alto, mas temos informações de que houve disparos na direção de manifestantes. Temos informação ainda não confirmada de pelo menos um baleado, na (Rua) Glória", afirmou Teixeira, por volta da meia-noite.

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