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Advogados de Beira-Mar tentam levá-lo para o Rio

Advogados do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, insistem em sua volta para o Rio de Janeiro. Foi o que disse nesta segunda-feira um de seus quatro defensores, a advogada brasiliense Cecília Machado.Ela foi a primeira a falar com o sentenciado após dez dias de isolamento no presídio de segurança máxima do complexo penitenciário de Presidente Bernardes, aonde ele chegou na madrugada no dia 27de fevereiro e deve ficar até 27 deste mês, por aquiescência do governador Geraldo Alckmin em atendimento ao ministro do Justiça, Márcio Thomaz Bastos.Ainda nesta semana será impetrado mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a transferência do traficante, sob o argumento de que fora do Rio há dificuldades para os atos da defesa e impossibilidade da proximidade com a família.Às 8h35 Cecília chegou ao presídio, na zona rural de Presidente Bernardes, a 22 quilômetros de Presidente Prudente ? pela rodovia Raposo Tavares. Ela se hospedou na suíte de um hotel quatro estrelas. Alugou um carro, com placa deLondrina/PR, que ela mesma dirigia.A advogada não pôde ser atendida pela direção do presídio, que recebia a corregedoria penitenciária. Sua visita, então, foi agendada para às 13 horas. A advogada voltou com umhomem, que dirigia o carro alugado e se chamava Antenor Gomes, um servidor público aposentado, com quem ela disse ser casada e com quem estava hospedada.Para ela não há sentido em Beira-Mar ficar num centro de readaptação, "por ser um preso de bomcomportamento". Quem está cuidando para que Beira-Mar volte ao Rio é o advogado Lydio daHora Santos, o próximo a visitá-lo em Presidente Bernardes, no dia 17 deste mês."Até sexta-feira desta semana vamos impetrar mandato de segurança", disse por telefone. Santos comentou que um advogado do interior paulista ? numa referência a Roosevelt Berman, de São José do Rio Preto ? "por auto-recreação e de formaanti-ética, para aparecer, elegeu o habeas-corpus."A medida correta é o mandado de segurança. Não há sentido em meu cliente ficar preso em Presidente Bernardes, quando o Rio tem quatro ou cinco presídios de segurança máxima. Além do mais, onde se comete o crime é que se evoca a pena. É uma questão de competência. A execução penal tem que ser no Rio, onde inclusive é maior a possibilidade de ressocialização.Aqui moram seus familiares, incluindo dez filhos."Para Santos, a transferência de Beira-Mar do Rio para São Paulo é uma questão política. "Falam que ele chefia o Comando Vermelho, uma falange que tem mais de 20 ou 30 líderes. Não pode serFernando o chefe, porque ele está preso e não tem telefone. Tudo de mal que acontece no Rio tem sido atribuído ao Fernando, até febre amarela."Veja o especial:

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