Advogados de presos na Operação Hurricane fazem protesto

Advogados dos 25 presos pela Operação Hurricane ("Furacão", em inglês), realizada pela Polícia Federal na última sexta-feira, 13, para combater o esquema irregular de jogo em máquinas de caça-níqueis, protestaram novamente, nesse domingo, 15, contra a falta de acesso a seus clientes e ao conteúdo das acusações. Na porta da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde estão detidos todos os suspeitos, o advogado Nélio Machado, que representa o desembargador José Ricardo de Figueira Regueira e o presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio, Capitão Aílton Guimarães, afirmou que apresentará uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a conduta da Polícia Federal, a quem acusa de praticar cerceamento de defesa. Machado disse que vai pedir também uma audiência ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, para reclamar da "falta de humanidade e de respeito com os presos". "Se o ministro Cezar Peluso soubesse dos desmandos que tomariam conta da operação, não teria autorizado que ela fosse feita", afirmou Machado, em referência ao ministro do Supremo que autorizou que as prisões fossem efetuadas. Outro advogado, Raul Ornellas, reclamou também da falta de delegados disponíveis para tomar os depoimentos dos suspeitos. "São apenas três delegados para ouvir 20 e poucas pessoas", criticou. Ornellas, que tem como clientes os delegados Luiz Paulo Dias de Mattos e Susie Pinheiro Dias de Mattos, ambos da Polícia Federal, lamenta também a falta de informações sobre o processo, embora tenha recomendado a seus clientes que permanecessem em silêncio e só prestassem informações em juízo. "Não se trata simplesmente de manter o silêncio. Mas de saber do que eles estão sendo acusados", afirmou. Neste domingo, a PF dá seqüência à série de tomada de depoimentos dos detidos, iniciada na noite anterior. Vários dos suspeitos preferiram se manter em silêncio.

Agencia Estado,

15 Abril 2007 | 12h15

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