Advogados de suspeitos da morte de Eliza criticam falta de acesso ao inquérito

Segundo defesa, clientes não se pronunciarão até que inquérito seja conhecido

Tiago Dantas, de O Estado de S. Paulo,

09 de julho de 2010 | 20h22

BELO HORIZONTE - Os três advogados envolvidos no caso de Eliza Samudio se queixam da demora da Polícia Civil mineira para permitir o acesso ao inquérito que apura o sumiço da estudante. O advogado Edson Moreira prometeu aos advogados que eles podem pegar uma cópia do trabalho policial no Departamento de Investigação (DI) neste sábado, 10.

 

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"Enquanto eu não tiver acesso ao inquérito, ao que foi dito nos autos, não posso aconselhar meus clientes", afirmou o advogado Ércio Quaresma Firpe, que defende o goleiro Bruno Fernandes, além de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Dayanne Souza, Elenílson Vitor da Silva, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e Flávio Caetano Araújo, o Flavinho.

 

Quaresma disse, no final da noite de quinta, que Bruno e Macarrão não se pronunciariam enquanto ele não lesse o inquérito. O advogado chegou a interromper uma coletiva de imprensa dada pelo delegado Moreira para reclamar da demora. Representando Márcio Aparecido dos Santos, o advogado Rodrigo Braga também reclamou da falta de acesso às peças.

 

"É um absurdo que um advogado não possa ver o inquérito em que seu cliente é citado", afirmou. Ele aguarda a liberação da polícia para redigir o pedido de habeas corpus, que pode tirar seu cliente da cadeia. O advogado Marco Antônio Siqueira, representante de Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, também espera poder consultar os depoimentos sábado. A Polícia Civil não comentou as reclamações dos advogados nesta sexta.

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