Advogados defendem relator jurista

RIO

, O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2011 | 00h00

O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) programou para a noite de ontem uma reunião de seu plenário para aprovar uma "nota de desagrado"com a indicação do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para relatar na Câmara a reforma do Código de Processo Civil.

Segundo o advogado Cândido de Oliveira Bisneto, da Comissão de Processo Civil da entidade, o anúncio da escolha de Eduardo Cunha pelo líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), causou "o maior impacto" entre advogados, porque o parlamentar não tem formação jurídica.

Bisneto evitou criticar o deputado pelo Rio por outros motivos e afirmou que, com o anúncio do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) de que desistira de presidir a Comissão Especial que tratará do projeto, "metade do problema" estava resolvida.

"De qualquer maneira, o problema maior é o Eduardo Cunha. Por todas as razões, mas vamos falar apenas da questão de ele não ser formado em direito", afirmou Bisneto, cuja comissão no IAB tem como missão acompanhar a reforma. "A nomeação causou o maior impacto. Está todo mundo perplexo."

Além do IAB, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já havia se manifestado contra a indicação de Cunha. A entidade defende um "deputado jurista" para a relatoria.

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