Advogados do PCC continuam suspensos pela OAB

Os advogados Sérgio Wesley da Cunha e Maria Cristina Rachado, que foi presa nesta quinta-feira, 20, em São Paulo, continuam proibidos de exercer sua profissão, segundo decisão do vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Francisco Peçanha Martins. Os dois foram suspensos por 90 dias em 19 de junho pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).Os dois são acusados de terem comprado um CD com a gravação de uma sessão reservada da CPI do Tráfico de Armas. Maria Cristina e Cunha teriam repassado o teor das gravações ao principal líder da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Herbas Camacho, o Marcola. As informações contidas na gravação teriam servido para que Marcola ordenasse a onda de ataques no Estado no mês de maio. A OAB, ao examinar as acusações contra os dois advogados, que respondem a inquéritos administrativos na Polícia Federal, suspendeu seus direitos profissionais por quebra de decoro profissional e ético. PrisãoMaria Cristina, advogada de Marcola foi autuada em flagrante na quinta-feira por formação de quadrilha armada. A pena para esse crime varia de 3 a 8 anos de prisão. Ela tentou se jogar do carro da polícia quando era levada ao Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic). Ela dizia aos policiais que a prenderam em sua casa, no início da manhã de quinta, que preferia morrer a ir para a prisão.(Colaboraram: Paulo R. Zulino e Rita Magalhães)

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