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Advogados do PCC devem depor na CPI do tráfico de armas

O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que integra a CPI do Trafico de Armas, informou nesta quinta-feira, 18, que os advogados do PCC, Sérgio Wesley da Cunha e Maria Cecília de Souza Rachado devem depor na comissão na próxima terça-feira, 23. Os dois advogados foram acusados de terem comprado por R$ 200 a cópia dos depoimentos do diretor do Departamento Estadual de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic) de São Paulo, Godofredo Bittencourt Filho e do delegado Rui Ferraz, em sessão secreta da comissão, prestados na quarta-feira da semana passada. Segundo Faria de Sá, na próxima quinta-feira, 25, a CPI deverá fazer uma acareação entre os dois advogados e o ex-funcionário da empresa que presta serviço à Câmara, Artur Virgílio Pilastres Silva, que confessou ter vendido a cópia. O deputado disse também que a CPI vai encaminhar um ofício ao presidente da OAB de São Paulo, Luiz Flávio Borges Durso, para que seja instaurado um procedimento ético contra os dois advogados. Faria de Sá defendeu que Marcos Camacho, o Marcola, líder do PCC, preste depoimento à CPI em Brasília. A CPI já havia aprovado na semana passada requerimento para que Marcola seja ouvido. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, que está em Washington, disse a interlocutores que não gostaria da realização desse tipo de depoimento na Casa. Ele sugere que os integrantes a CPI se desloquem até a penitenciária de Presidente Bernardes, onde Marcola está preso, no interior de São Paulo.

Agencia Estado,

18 de maio de 2006 | 13h23

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