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Advogados do PCC encontram acusador nesta quinta na CPI

Os dois advogados acusados de terem comprado cópia da gravação de uma sessão secreta da CPI do Tráfico de Armas vão ficar frente a frente com Arthur Vinícius Pilastre Silva, ex-funcionário de uma empresa que presta serviço de sonorização à Câmara, nesta quinta-feira, 25.Arthur Silva confessou ter vendido - por R$ 200 - aos advogados Maria Cristina Rachado e Sérgio Weslei da Cunha dois CDs contendo o depoimento do diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Godofredo Bittencourt Filho, e do delegado Ruy Ferraz Fontes. A sessão ocorreu no dia 10 e o vazamento da informação foi fundamental, na avaliação do Deic, para deflagrar a onda de ataques do crime organizado em São Paulo, dois dias depois. Os advogados, em depoimento prestado na terça-feira, 23, à comissão, acusaram Silva de estar mentindo. Eles negam ter oferecido dinheiro e feito o pagamento pela cópia, como sustenta Silva. Os advogados passaram também por uma acareação entre eles, marcada por contradições e desentendimentos. Para a CPI, na acareação de amanhã ficará claro quem pagou os R$ 200 ao ex-funcionário. A CPI ainda não obteve resposta ao pedido de prisão preventiva dos dois advogados, encaminhado à Justiça Federal na semana passada. O pedido de prisão, por corrupção ativa e formação de quadrilha, está na 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília.O ex-funcionário está sob proteção da Polícia Federal. Silva também deverá responder a processo por corrupção passiva e violação de sigilo profissional no Departamento de Polícia Legislativa da Câmara.

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