Advogados do PCC são suspensos temporariamente pela OAB

Os advogados Maria Cristina de Souza Rachado e Weslei da Cunha tiveram seus registros na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensos por 90 dias e não poderão exercer a profissão no período. A suspensão ocorreu nesta segunda-feira, 19, por decisão unânime de duas turmas julgadoras do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-SP. Os dois advogados são acusados de terem comprado de um ex-funcionário de uma empresa que presta serviço de sonorização à Câmara a cópia da gravação de uma sessão secreta da CPI do Tráfico de Armas. A sessão ocorreu no dia 10 de maio e foram ouvidos o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Godofredo Bittencourt Filho, e o delegado Ruy Ferraz Fontes. O vazamento da informação foi fundamental, na avaliação do Deic, para deflagrar a onda de ataques do crime organizado em São Paulo, dois dias depois. Durante os noventa dias em que os advogados ficarão suspensos, a OAB de Brasília deverá julgar o processo sobre a compra do CD, que teria sido repassado a Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Como o depoimento e suposta compra do CD ocorreram na Câmara, o processo sobre a conduta de Maria Cristina e Cunha será julgado no Distrito Federal. A pena varia de exclusão, suspensão (de 30 dias a um ano) ou censura.

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