Advogados e estudantes protestam contra 'excessos' da PM no Ceará

Em nota, a Polícia Militar afirma estar agindo 'em conformidade com a lei' nas manifestações

Lauriberto Braga, O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2013 | 11h04

FORTALEZA - Duzentos estudantes de Direito, advogados populares e defensores públicos protestaram na manhã desta segunda-feira, 24, na Procuradoria-Geral de Justiça do Ceará, em Fortaleza. Eles saíram em passeata da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC) até a Procuradoria-Geral de Justiça, percorrendo um quilômetro e meio. Eles cobram uma ação do Ministério Público do Estado contra o que eles consideram "excessos" que a Polícia Militar vem cometendo na repressão às manifestações que aconteceram em Fortaleza. A PM afirma estar agindo "em conformidade com a lei".

O procurador-geral de Justiça, Alfredo Ricardo de Holanda Machado, recebeu os manifestantes e uma comissão foi formada para tratar das manifestações sociais. Estão reunidos na procuradoria representantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, da Ouvidoria do Estado, do Conselho Estadual de Segurança Pública, da Policia Civil, da Polícia Militar, da Defensoria Pública e do Escritório de Direitos Humanos do Ceará.

A reunião pretende traçar estratégias para prevenir confrontos nas manifestações que estão marcadas para os próximos dias no Ceará. Nos últimos protestos em Fortaleza foram presas mais de 100 pessoas acusadas de vandalismo e desacato à autoridade policial.

Em nota, a Polícia Militar afirma que tem "agido de conformidade com a lei, para conter atos de vandalismo e contra a integridade físicas dos policiais". Já a Associação dos Defensores Públicos do Ceará manifestou apoio aos protestos pacíficos. A Ordem dos Advogados do Brasil - secção Ceará (OAB-CE) - se manifesta contra o uso de balas de borracha por parte da PM contra os manifestantes. A OAB reclama também do uso de bombas de efeito moral.

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