Advogados vão ao STF para consultar inquérito da Hurricane

Advogados de defesa de pessoas presas pela Polícia Federal, durante a Operação Hurricane (furacão, em inglês) recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 17. Três advogados de supostos integrantes da máfia do jogo ilegal, da qual fariam parte delegados federais, juízes e desembargadores suspeitos de vender decisões judiciais, querem consultar os autos do inquérito. Os três advogados pediram ao ministro Cezar Peluso, relator do inquérito no Supremo Tribunal, que os autorize a tirar cópias do inquérito. São eles Renato Tonini, que defende Virgílio Medina; José Antonio Monteiro Filho, defensor de Jaime Dias, e Davi Zangirolami, também advogado de Jaime Dias e de Paulo Lino, presidente da Associação dos Bingos do Estado do Rio de Janeiro. O inquérito tramita no STF, porque, entre os investigados, está o ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pedido ao ministro O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, devem ter uma conversa nesta terça-feira, 17, sobre queixas de advogados contra a Polícia Federal. Segundo os profissionais, a PF estaria impedindo que os defensores dos presos na Operação Hurricane tenha contato com seus clientes. Os advogados reclamam ainda de supostas dificuldades de acesso aos autos do inquérito, que corre em segredo de Justiça. O horário e local do encontro ainda não foram definidos.

Agencia Estado,

17 Abril 2007 | 11h58

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.