Aécio constrói candidatura

O governador de Minas e senador eleito, Aécio Neves (PSDB), quer consolidar-se como candidato natural do partido à sucessão de Dilma Rousseff ainda em 2012. Até lá espera ter eliminado concorrentes internos como o ex-governador de São Paulo José Serra e o governador eleito Geraldo Alckmin.

João Bosco Rabello, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2010 | 00h00

Aécio opera com a lógica de que a vez é sua. Duas vezes derrotado, sem mandato e em desvantagem na idade, a competitividade de Serra é débil. Também já derrotado, Alckmin tem a perspectiva da reeleição ao governo paulista o que poderá lhe fortalecer para uma nova tentativa no futuro.

Alckmin já impôs sua candidatura a Serra e ao partido, teve sua chance e perdeu. Além disso, ambos representam uma linha de confronto com o PT que se caracterizou na última década e meia por uma disputa de biografias e pela paternidade das ações que levaram o Brasil a um equilíbrio econômico que hoje contrasta com a depressão nos países desenvolvidos.

A campanha de Aécio começa quando acaba a de Serra o que lhe dá imensa vantagem. Tem mandato para transitar com desenvoltura no cenário político e tribuna para desenhar o discurso de oposição que define como construtiva. Já pôs a serviço de sua campanha o patrimônio eleitoral conquistado nas urnas e a imagem de opositor moderado que se faz confiável à direita e à esquerda.

Aécio conta com um governo Dilma menos favorecido pela economia que o de Lula e, portanto, menos popular.

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