Mantovani Fernandes/O Popular
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Aécio e Alckmin pedem apoio para Serra em Goiás e no Acre

Eleitos no primeiro turno, os dois líderes tucanos percorrem Estados em prol do presidenciável e fazem críticas a Lula

Rubens Santos ESPECIAL PARA O ESTADO / GOIÂNIA, Nayanne Santana ESPECIAL PARA O ESTADO / RIO BRANCO, O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2010 | 00h00

Os tucanos Aécio Neves, eleito senador por Minas, e Geraldo Alckmin, futuro governador de São Paulo, deixaram seus respectivos Estados para apoiar a campanha do presidenciável do partido, José Serra, em Goiás e no Acre. Um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passar pela capital goiana e criticar os tucanos, Aécio pediu votos para Marconi Perillo, candidato ao governo do Estado, e respondeu aos ataques do petista.

O mineiro criticou Lula por uso da máquina administrativa federal em favor do PT e da candidata Dilma Rousseff. "O Brasil tem de seguir construindo o seu destino. Não pode se acovardar, não pode se curvar à força daqueles que se acham donos definitivos do poder, e que colocam o País a serviço de um partido político", afirmou Aécio.

Apoiado pelo senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB, mais os senadores goianos Lúcia Vânia (PSDB) e Demóstenes Torres (DEM), Aécio atraiu uma multidão, inaugurou comitê e fez caminhada pela principal avenida de Campinas, bairro mais antigo de Goiânia.

Os tucanos aproveitaram para criticar os "métodos" das pesquisas de intenção de votos, que, segundo eles, visam a confundir os eleitores. Perillo aproveitou para já lançar a candidatura de Aécio à Presidência em 2014, "após a eleição de José Serra". "Goiás e Minas Gerais estão unidos em favor de José Serra e Marconi Perillo", discursou o mineiro.

Alckmin. No sábado, será a vez de Alckmin ir a Goiânia pedir votos para Serra e Perillo. Ontem, o governador eleito de São Paulo esteve no Acre com a missão de "segurar" a grande vantagem obtida por Serra no primeiro turno - o tucano recebeu 52,12% dos votos em 3 de outubro. Alckmin pediu votos para o presidenciável tucano e, a exemplo de Aécio, fez críticas a Lula, dizendo que o presidente "estimula o mau exemplo e incita a violência".

O governador eleito estava acompanhado pela filha e foi recebido por lideranças da Coligação Liberdade e Produzir para Empregar. Em seguida, Alckmin participou de caminhada pelo calçadão de uma rua comercial.

Alckmin evitou comentar os novos índices de pesquisa que apontam maior diferença em favor de Dilma, dizendo que o que interessa é o resultado das urnas. "Essa é (a pesquisa) que vale. Tem muita pesquisa de intenção de voto, mas o que vale mesmo é o dia 31 de outubro. A margem de erro tem sido muito alta."

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