Aécio e Jobim estudam Confins como alternativa a Congonhas

Governador levou ao encontro 50 parlamentares, reunindo a bancada de senadores e deputados de Minas

Christiane Samarco, do Estadão,

22 de agosto de 2007 | 17h46

Logo após se encontrar com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse a jornalistas que ficou "praticamente acertado" com o ministro que os vôos do Sul para o Centro-Oeste e o Nordeste deverão passar por Minas Gerais. Jobim e Aécio discutiram a escolha do Aeroporto Tancredo Neves, em Confins (MG), como alternativa para receber vôos que não passam mais pelo Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.   Além do aval do presidente Luiz Inácio lula da Silva, com quem conversou no final da manhã, Aécio levou ao encontro com Jobim 50 parlamentares, reunindo a bancada de senadores e deputados federais e alguns deputados estaduais.   "Eu quis que o peso político de Minas Gerais se fizesse presente. Não foi por acaso que reunimos toda a bancada mineira nesta conversa, em que mostramos a importância de ter Confins como principal alternativa do governo para enfrentar a crise aérea, racionalizando o tráfego", disse Aécio.   O governador disse que o ministro da Defesa agradeceu a contribuição e se comprometeu a visitar Belo Horizonte nos próximos dias para voltarem a tratar das alternativas ao tráfego aéreo fora do eixo Rio-São Paulo. Na conversa, Jobim falou da necessidade de um aperfeiçoamento legislativo para regulamentar o setor.   Segundo Aécio Neves, o ministro deixou claro que "o setor precisa de novas regulamentações e definições de responsabilidade e de autoridade" e que, "só a partir daí é que se vai estabelecer uma relação diferente com as empresas." Até o fim de setembro, o governo federal deverá concluir o processo de redistribuição dos vôos no País. "Saio sem ter dúvidas de que haverá muito mais vôos em Confins, que tem ainda uma capacidade ociosa de 1 milhão de passageiros ao ano", concluiu o governador.

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