Aécio, FHC e Serra discutem vantagem de Lula sobre Alckmin

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta quinta-feira, 10, que jantou na noite de quarta-feira, 9, em São Paulo, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e com o candidato do PSDB ao governo paulista, José Serra. Eles debateram a ampliação da vantagem do presidente Lula sobre Alckmin. O governador mineiro reconheceu que é necessário "definir estratégias" e de "um mutirão de esforço" para fazer decolar de vez a candidatura presidencial tucana.O governador mineiro pediu serenidade ao comando da campanha de Geraldo Alckmin e disse que acredita que a eleição "está longe de ser decidida" em favor do presidente Lula. Sobre o lançamento de um pacote anticorrupção no País, Aécio avaliou que a ética na política é importante, mas não pode ser a única bandeira de Alckmin. "A questão ética vai permear, naturalmente, a campanha. Independente do tom que o candidato Alckmin utilize, a imprensa, a sociedade cobrará isto", disse. Para o governador, Alckmin tem "que falar para a frente, para o futuro, mostrando porque que o seu governo pode ser melhor do que este governo".Aécio destacou que na próxima semana o presidenciável tucano participaráde um comício na região metropolitana de Belo Horizonte. "Eu acho que em Minas ele vai ter um bom resultado", disse, garantindo que continua confiante. "Tem que ter muita serenidade nesta hora porque quando há uma oscilação para baixo nas pesquisas, todos começam a buscar os culpados".PropagandaSegundo Aécio, avaliou-se no jantar com Serra e FHC que a queda de Alckmin nas últimas pesquisas é somente "uma oscilação". O governador reiterou a crença de que o candidato tucano reagirá a partir do início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. "A avaliação de todos nós (é) que esta não seja uma eleição para ser decidida no primeiro turno. E confiamos no programa eleitoral, é o nosso caminho".Disse também que acredita que há "espaço ainda" para que Alckmin cresça nas pesquisas e dispute "de igual para igual as eleições". "Vamos acreditar que a popularização, a massificação do nome de Geraldo Alckminvai permitir que ele possa crescer nas pesquisas e ir para o segundoturno. E aí é uma outra eleição", concluiu.Durante evento com artistas na capital mineira, Aécio foi questionado se a candidatura de Heloísa Helena (PSOL) já ameaçava o candidato do PSDB e tinha condições de disputar um eventual segundo turno. "Pessoalmente nãovejo este risco", respondeu.

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