Aécio propõe pacto do Sudeste contra crime organizado

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), propôs nesta quarta-feira um pacto entre os Estados da Região Sudeste no combate ao crime organizado, com operações policiais conjuntas dos quatro governos, em reunião com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PSB).Após o encontro, ele disse que já havia conversado com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que concordou com o plano. E criticou o PT ao comentar as declarações do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, sobre a atuação do governo passado na área de segurança. Hartung deve procurar a governadora Rosinha Matheus (PSB), do Rio."Se o crime se aperfeiçoa, é chegada a hora de termos estratégias conjuntas, uma capacidade maior de articulação entre os governos do Sudeste, acima de questões partidárias e de eventuais projetos políticos, porque o crime não tem fronteiras", disse Aécio.Ele propôs a troca de informações entre os setores de inteligência e os comandos das polícias estaduais, a criação de um cadastro único com dados relativos à segurança e ações conjuntas de combate ao crime e fiscalização de fronteiras. "Nada impede que tenhamos diligências compartilhadas, mas essa não pode ser uma luta solitária do Executivo, a articulação deve envolver o Judiciário", disse.Em relação às críticas do ministro da Justiça ao governo FHC, de que a falta de um plano estratégico e a passagem de nove ministros pela pasta em oito anos agravaram o problema, Aécio respondeu atacando o PT. "Prefiro confiar em que o ministro vai avançar, proporcionando ao Brasil um plano estratégico. É um caminho muito simplista dizer que o governo passado não avançou. Eu poderia dizer que, no ano passado, o PT não votou nenhuma das matérias que colocamos em pauta relativas à segurança, mas não resolve nada.""O governo FHC trouxe avanços importantes ao País. Certamente não superou dificuldades crônicas que não são privilégio do Brasil", disse.Ele criticou o PT por não colaborar na aprovação de projetos para aumentar as penas em caso de crimes hediondos e criar novas tipificações para crimes como seqüestro relâmpago. Segundo ele, não foram votados nove projetos do Código de Processo Penal que permitiriam a um juiz definir em 90 dias a sentença final.Hartung elogiou a idéia da parceria. "Não há como ser restrito ao espaço territorial, é preciso buscar a comunicação porque a segurança é delicada, os processos se acumulam, até com conivência no caso do Espírito Santo. É hora de reagir." Veja o especial:

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