Aéreas se mostram preocupadas com criação de nova malha

Definição do que são vôos ponto a ponto e a quantidade de intervalos de pouso foram debatidos em reunião

Alberto Komatsu, do Estadão,

03 de agosto de 2007 | 19h45

Representantes das principais companhias aéreas brasileiras apresentaram nesta sexta-feira, 3, à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) dúvidas e preocupações sobre as novas resoluções do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) para a criação de uma nova malha aérea no País, que deve ser concluída em 60 dias. Definição do que são vôos ponto a ponto e a quantidade de intervalos de pouso e decolagem (slots) após a restrição de conexões no Aeroporto de Congonhas foram alguns dos temas debatidos. "Se a malha de vôos ficar mais ineficiente, então os custos de uma malha mais ineficiente vão aumentar. Se houver uma adequação que não tenha impacto financeiro, não vai haver esse aumento de custos", afirmou o presidente da empresa aérea de vôos regionais Trip, José Mário Caprioli dos Santos. De acordo com o executivo, ainda é cedo para definir qual será o impacto da nova malha aérea para a operação da aviação regional. "Não há como definir se haverá aumento de tarifa se ainda não temos o produto (malha aérea) definido. É muito prematuro fazer qualquer correlação", afirma o vice-presidente da TAM, Paulo Castello Branco. Segundo o executivo, as companhias aéreas estão trabalhando em conjunto com o governo para encontrar a melhor solução para o setor. O presidente da BRA, Humberto Folegatti, contou que a reunião, que teve a participação dos diretores da Anac Denise Abreu e Josef Barat, foi a segunda realizada para discutir as novas resoluções do Conac. Novos encontros deverão ocorrer nas próximas semanas. "Estou preocupadíssimo com isso (distribuição de slots). O que a BRA defende é que por causa dessas medidas deve sobrar slot", afirma o executivo. De acordo com Folegatti, à medida que os vôos com conexões estão sendo restringidos em Congonhas, onde o executivo estima que 40% dos vôos eram conexões, o aeroporto não vai mais ter como suportar as antigas malhas aéreas das companhias aéreas. Por isso, ele disse que as companhias querem saber como será o conceito de vôos ponto a ponto, se eles poderão ir além de duas cidades, com uma terceira localidade que poderia ser adicionada.

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