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Aerobarcos vão combater pernilongos no Pinheiros

Dois aerobarcos, com pulverizadores de inseticida, iniciam na próxima semana o combate ao Culex, pernilongo que vem infernizando a vida de moradores e empresários instalados em prédios próximos das margens do Rio Pinheiros. A proliferação dos mosquitos é mais intensa no trecho entre a Usina Elevatória de Traição e a Ponte do Socorro, segundo informações do Centro de Controle de Zoonose da Prefeitura.A intensificação da proliferação do Culex começou em 1992, quando foi suspenso o bombeamento das águas do Pinheiros para a Represa Billings. "Com isso, esse trecho do rio ficou parecendo um açude, com suas águas paradas e poluídas, transformando-se num criadouro perfeito para os pernilongos", explica o proprietário da empresa Sumaré Administração e Incorporação, José Eduardo Asprino."Minha empresa fica no Sumaré, mas tenho negócios na Avenida Brigadeiro Faria Lima e sei do tormento que as pessoas enfrentam com esses pernilongos. As nuvens chegam ao 15º andar dos prédios da região."Asprino disse que, em outubro do ano passado, a prefeita Marta Suplicy chamou um grupo de dez empresários para que fizessem uma parceria com a Prefeitura na compra de equipamentos "para enfrentar o número monstruoso de reclamações contra os pernilongos".Em novembro, numa reunião no Hotel Hyatt - que também enfrenta problemas com os pernilongos -, o número de empresários interessados em colaborar subiu para cem, contando até com a participação do condomínio do prédio da Bolsa de Imóveis.Foi criada a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), chamada SOS Saúde e Meio Ambiente, responsável pela compra de equipamentos e inseticidas a serem doados à Prefeitura.O estoque de inseticida do Centro de Zoonose é suficiente para apenas um mês. Além disso, a pulverização será feita com inseticida biológico, menos poluente.Os empresários decidiram adquirir dois aerobarcos, duas caminhonetes de cabine dupla, pulverizadores e um caminhão-pipa. "Enquanto a Prefeitura tem cerca de 2 mil funcionários para atuar no combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, para o combate ao Culex são apenas quatro", afirmou Asprino.Dois deles já iniciaram treinamento para operação e manutenção dos aerobarcos, uma espécie de bote com motor de hélice, que navega sobre a superfície da água, passando sobre a vegetação.Se o combate for iniciado logo, os técnicos acreditam que, dentro de seis ou oito meses, a proliferação de pernilongos será reduzida em 90%.Além do incômodo provocado pelas picadas, os técnicos estão preocupados com a febre do Nilo, doença transmitida pelo Culex. "O então secretário da Saúde, Eduardo Jorge, já havia alertado os empresários para o risco dessa doença chegar ao Brasil", lembrou Asprino."A doença, que em um ano provocou a morte de 25 pessoas nos Estados Unidos, já chegou ao México e, por meio das aves migratórias contaminadas, poderá chegar nos próximos anos a São Paulo. Por isso é necessário intensificar o combate ao Culex, já que a doença é muito pior que a dengue."

Agencia Estado,

21 de janeiro de 2003 | 20h59

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